Descubra como os Guardas de Nossa Senhora (Pastoral da Acolhida) vivem a fé no serviço e como participar dessa missão transformadora.
A Paróquia Santuário Nossa Senhora Aparecida de Belém é também conhecida como a Casa da Mãe, um espaço onde fé e acolhimento se encontram de forma concreta. Durante celebrações e eventos, cada detalhe é pensado para que os devotos se sintam verdadeiramente parte da comunidade.
Além disso, por trás da organização e do clima de fraternidade, existe um grupo que atua silenciosamente para que tudo aconteça com serenidade: a Guarda de Nossa Senhora (Pastoral da Acolhida). Dessa forma, os bastidores da acolhida revelam como essa pastoral transforma serviço em espiritualidade e como cada gesto de cuidado abre caminhos para a pertença e a fé viva.
Guardas de Nossa Senhora: quem são e qual a missão no Santuário
A Guarda de Nossa Senhora (Pastoral da Acolhida) criada em 15 de agosto de 1998, é formada atualmente por 110 membros que servem com disciplina e alegria. Sua missão é garantir que cada fiel se sinta acolhido na Paróquia Santuário Nossa Senhora Aparecida de Belém, cuidando para que a Casa da Mãe seja sempre um espaço de fé, oração e comunhão.
A Guarda de Nossa Senhora (Pastoral da Acolhida) dedica-se ao acolhimento e ao apoio às atividades, garantindo ordem, segurança e clima de oração durante as celebrações e eventos.
Além disso, assume o protagonismo nos bastidores das celebrações. Eles organizam fluxos, acolhem peregrinos e orientam devotos, assegurando que missas, novenas e eventos ocorram com ordem e serenidade. Assim, o serviço pastoral se torna também um testemunho concreto de cuidado e hospitalidade.
Do mesmo modo, essa pastoral atua em sintonia com outras frentes da comunidade, como os 43 ministros da comunhão, os 38 coroinhas, as duas capelas e os 19 grupos de rua. Juntos, todos reforçam a missão evangelizadora e tornam a experiência no Santuário ainda mais orante e transformadora.
Acolhida: por que ela é a marca da Casa da Mãe
Desta forma, a acolhida é mais que gentileza: é espiritualidade que envolve atenção, escuta e proximidade, dimensão essencial para quem chega em busca de Deus. Acolher vai “além do servir bem”; significa estar junto e promover bem-estar integral, tornando a paróquia um espaço de encontro e cuidado.
A Pastoral da Acolhida é “um ministério que busca criar laços genuínos, que transcendem a mera cordialidade. É sobre fazer com que cada pessoa que entra no Santuário sinta-se verdadeiramente vista, ouvida e valorizada”. Dessa forma, a comunidade se torna reflexo do coração de Cristo, onde todos encontram um lar de fé, esperança e pertença.
Por isso, os Guardas de Nossa Senhora (Pastoral da Acolhida) assumem um papel especial na Casa da Mãe: são aqueles que, com simplicidade e dedicação, tornam o primeiro contato de cada devoto um gesto de cuidado concreto. A missão vai além da organização das celebrações; trata-se de transmitir a certeza de que cada pessoa é bem-vinda, como filho ou filha amada de Maria. Assim, a Paróquia Santuário Nossa Senhora Aparecida se fortalece como espaço de comunhão, onde a fé é celebrada e a vida comunitária ganha novo sentido.
Testemunhos de quem serve na Pastoral da Acolhida
Com alegria, apresentamos os testemunhos de Guardas de Nossa Senhora Aparecida, membros da Pastoral da Acolhida. Eles revelam como o serviço no Santuário transforma a vida de fé, marca momentos inesquecíveis e inspira novos irmãos e irmãs a responderem ao chamado de Deus. Conversamos com Cássio Kenzo Câmara Yamada que é membro da Guarda e com Rúbia Dóris da Silva – tesouraria.
1. Sobre a experiência pessoal
O que significa para você servir como Guarda de Nossa Senhora e de que forma essa missão transformou a sua vida de fé?
Para mim, diz Cássio Kenzo Câmara Yamada servir como Guarda de Nossa Senhora da Aparecida significa atender a um chamado de Deus e me colocar a serviço da Igreja. Desde que ouvi sobre as inscrições, senti que era a oportunidade de sair da minha zona de conforto e assumir um compromisso maior com Cristo e com a comunidade. Essa missão me aproximou mais de Deus e me proporcionou criar amizades dentro da Igreja.
Já para Rúbia Dóris da Silva servir como guarda me enche de muita gratidão, onde passo a ter um grande comprometimento com Deus, ser uma testemunha viva do amor de Deus e procurar sempre irradiar o amor com meus irmãos, minha fé aumenta cada vez mais.
2. Sobre o impacto no serviço
Qual foi o momento mais marcante que você viveu servindo na acolhida — seja em uma Missa, procissão ou evento — e por que ele tocou tanto o seu coração?
Yamada respondeu que “um momento que me marcou foi quando ajudei um senhor que não se sentia bem durante a missa. Foi simples, mas tocou meu coração porque, de alguma forma, fui instrumento de Deus para levar cuidado e acolhimento ao próximo.
Silva partilhou: “Já passei por vários momentos importantes. “O que mais me marcou foi na época da festividade de Nossa Senhora Aparecida, quando eu fiz a sua subida ao Glória, onde meu coração explodia com grande emoção”.
3. Sobre inspiração e convite
Que mensagem você deixaria para alguém que sente o desejo de se tornar um Guarda de Nossa Senhora e servir na pastoral da acolhida?
Para Cássio, “se alguém sente no coração o desejo de se tornar Guarda, não sinta medo ou receio. É muito gratificante poder participar ativamente da igreja e sair daquela inércia que muitos de nós, católicos, estamos estagnados. Talvez seja um ponto importante na sua vida espiritual e que possa abrir caminhos para sua fé. Finalizo com uma frase de Santa Teresa de Calcutá: “O que nós fazemos é apenas uma gota no oceano, mas sem ela, o oceano seria menor”.”
Rúbia Doris diz que “falaria a esse irmão que fosse bastante perseverante em sua caminhada, de uma grande força espiritual e da crença , bastante humano e sempre procurasse levar para outros a palavra de Deus e o amor pela mãe de Jesus.”
Como vimos nos testemunhos, servir como Guarda de Nossa Senhora é caminhar com fé, aprender a acolher e testemunhar com alegria. Quem aceita esse chamado experimenta uma transformação profunda na vida espiritual e descobre a beleza de viver a Igreja como Casa da Mãe.
Como participar dos Guardas e do voluntariado
Quanto ao ingresso na Guarda ele acontece a partir de um período de Inscrição. Primeiro, o aspirante manifesta o desejo de servir, participa dos encontros de formação e momentos de espiritualidade junto com a Pastoral. Depois ele começa a servir como aspirante, no tempo certo, acontece a admissão oficial, onde ele recebe a camisa e passa a integrar a Guarda como membro ativo. É um caminho de oração, aprendizado e muita fraternidade.
Além disso, esse percurso não é apenas administrativo, mas profundamente espiritual. É uma oportunidade de viver a fraternidade, de aprender na prática o que significa acolher, e de fortalecer a fé a cada passo.
Assim, os bastidores da acolhida no Santuário revelam que integrar os Guardas de Nossa Senhora vai além de exercer uma função: significa assumir um chamado que transforma o coração. Quem participa descobre, no silêncio do serviço, a beleza de transmitir o amor de Maria a cada devoto que chega à Casa da Mãe.
Acolhida como caminho de fé e pertença
Assim, somos convidados a recordar que “A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho”. Essas palavras do Papa Francisco recordam que a acolhida não é apenas um gesto humano, mas uma expressão concreta do Evangelho vivido. Quando a comunidade abre suas portas com ternura e atenção, ela se torna sinal visível do amor de Cristo e fortalece em cada fiel o sentimento de pertença à Casa da Mãe.
Dessa forma, falar de acolhida é reconhecer sua força transformadora dentro da vida da Igreja. “Acolher, no contexto da Pastoral da Acolhida, transcende a mera cortesia; é uma ação evangelizadora em sua essência”. Esse gesto se torna muitas vezes o primeiro contato de uma pessoa com a comunidade de fé, e pode marcar de forma definitiva sua caminhada espiritual.
Por fim, a Pastoral da Acolhida cumpre um papel decisivo ao ser ponte entre a Igreja e aqueles que buscam sentido em meio às fragilidades e dúvidas. Ao valorizar cada história, ela mostra que todos têm lugar na Casa da Mãe, fortalecendo em cada coração o dom da fé e o sentimento de pertença à comunidade cristã.
Quero ser voluntário/participar dos Guardas de Nossa Senhora.